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Cirurgia de crioablação para tratamento de arritmia cardíaca complexa

Cirurgia cardíaca que traz benefícios para o paciente e para os médicos é implementada no Hospital São Lucas da PUCRS

A Cirurgia de arritmias por Crioablação foi realizada pela primeira vez no Hospital São Lucas pelo cardiologista eletrofisiologia Dr. Fernando Lopes Nogueira junto com o cardiologista responsável pela Unidade de Estimulação Cardíaca do HSL Dr. Andrés Di Leoni Ferrari. O procedimento contou com a ilustre presença do Dr. Bruno Pereira Valdigem do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.

O procedimento muito utilizado na Europa e nos Estado Unidos, foi trazido para o Hospital São Lucas da PUCRS através de uma parceria com o grupo SOMA de Eletrofisiologia, Estimulação Cardíaca e Arritmias e com a empresa Medtronic contando com a distribuição da Endotech.

Este procedimento é realizado quando há arritmia, ou seja, quando o impulso elétrico que deve manter as células do miocárdio (musculo cardíaco) em uma mesma pulsação, não o faz da forma correta e a frequência cardíaca fica em níveis superiores, inferiores ou irregulares das normais.

A cirurgia é realizada principalmente para o tratamento da fibrilação atrial. Essa arritmia é causada por gatilhos originados nas veias pulmonares. Dessa forma o ritmo cardíaco fica irregular e a frequência cardíaca pode se elevar ou diminuir gerando sintomas e transtornos ao normal funcionamento cardíaco.

De forma geral, a ablação por cateter para o tratamento da fibrilação atrial é uma forma de intervenção minimamente invasiva, com possibilidade de melhora, eventualmente cura, em cerca de 70% dos casos e taxa de complicação que pode variar entre 1-5% . O procedimento é feito através de punçoes venosas, posicionando os cateteres no coração, localizando os focos de arritmias, oriundos das veias pulmonares que desembocam no átrio esquerdo. A ablação é realizada no átrio esquerdo ao redor das veias pulmonares.

O procedimento tradicional para eliminar a arritmia é feito através de energia de radiofrequência que leva ao aquecimento do tecido e sua cauterização. Já́ o procedimento de crioblação, ao contrário, é feito através do congelamento em que se utiliza tecnologia por balão, que resfria o tecido entre 50 e 70 graus negativos levando, por esse congelamento a eliminação dos focos de arritmia.

A crioablação possui diversos benefícios em comparação a radiofrequência, entre eles: foco na arritmia, faz lesões reversíveis que permite que o médico teste a região, menos tempo de cirurgia, ou seja, menos anestesia, entre outros benefícios.  

A técnica de crioablação é segura e eficaz, não inferior à de radiofrequência para Ablação da Fibrilação Atrial e, portanto, deve ser considerada como uma das opções para o tratamento de pacientes que necessitam ter o ritmo normal do coração restabelecido.

Esse procedimento está disponível na Unidade de Estimulação Cardíaca do Serviço de Cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS, por meio do + Cardio, um modelo completo de assistência a serviço do seu coração.  

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